quinta-feira, 25 de abril de 2013

25 de abril


A madrugada amplificava
o ruído surdo do metal
na porta de serviço

Madrugada  caprichosa 
daquelas que ecoam pensamentos
de umas cores indizíveis,
forma insinuante e corpulenta
propícios ao último sonho da noite

Uma luz ínfima espreita por trás da persiana
cega as retinas (acostumadas à penumbra do quarto) 
os cravos vermelhos, presente do amante português
secos - virariam pout-pourri no vaso de baccarat

A madrugada
rubra, colorada e carmim
amplificada no ruído surdo do metal



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