Telas pintadas
Cartas rebuscadas
Declarações à parte
O cotidiano
Foi tomado pela volúpia
Não havia tempo para delongas
Dar brilho na prataria,
Desinfetar com álcool as taças de tinto,
Os sequilhos de coco
- Guardá-los em latas de leite em pó -
No fundo do quintal
Curumins tamborilam
Um ritmo binário e ancestral
Bundas crioulas arrochadas
Em cangas de algodão seridó
Se entediam em meio ao frenesi
Uníssonas e solidárias
Verbo: era a vida que nos vivia
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