sexta-feira, 17 de abril de 2015

quimera

vinde sereia
serena quimera
quem te concebeu
senão um marujo
lunático
olhos baços
de tanto mar
carpideira afinada
seduz os incautos
com cânticos aquáticos
salpicados de conchas e búzios
teu espelho
ora reflete mistérios
ora aprisiona sonhos
sirene criatura
teu silêncio 
me entorpece

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